Artista de muitas sonoridades, Elizabeth Woolley bebeu na fonte das notas musicais desde que era apenas uma menina. Tinha quatro anos quando se encantou com os sons do contrabaixo do pai Pete Woolley. E fez da flauta sua voz, contrapondo melodias suaves e agudas aos graves do baixo profundo.

De descendência alemã e inglesa, do qual herdou apurado gosto musical, e com um compositor-contrabaixista de jazz em casa, o caminho de Elizabeth estava pautado. A formação foi erudita - os 14 anos começou a ter aulas de flauta transversal com João Carrasqueiras . Mas também já fazia da voz uma flauta e participava de corais paulistanos.

Mas a pauta de Elizabeth não foi composta para conter só o erudito . Acompanhando Pete, alimentou-se de jazz, música instrumental brasileira, bossa nova, fazendo brotar sua sonoridade através da música popular, que podia compartilhar com muitos ouvidos mais, dividir com muitas pessoas mais.

Aprimorou a voz com professoras do naipe de Anita Dexler, Sira Milani, Jane Duboc. Exercitou a musicalidade nos palcos da noite - como o Bar Brahma, por exemplo - em parcerias com Jarbas Barbosa, Djalma Lima, o sempre presente Mané Silveira, Arismar do Espírito Santo, entre outros.

Quando lançou o primeiro CD, em 2004, o time não poderia ser outrio: Tiago Costa (piano), Sílvio Mazzuca Jr (baixo vertical), ...